Trilha Praia da Justa – Praia da Puruba

A Trilha que liga a Praia da Justa até a Puruba é antiga, usada pelos indígenas e caiçaras antes da construção da Rodovia Rio-Santos. Esta trilha também faz parte de trechos de corridas de aventura (trail running) que ocorrem em Ubatuba, por exemplo o Desafio 28 Praias – Trecho Norte.

Trilha Praia da Justa - Puruba

Optando por se iniciar na Praia da Justa, o inicio da trilha é no canto direito desta praia, logo após cruzar um pequeno riacho. O começo da trilha é em ligeira subida e logo já estamos dentro da preservada Mata Atlântica. Neste trajeto são pequenos os desníveis, mas temos vários pontos com muita lama e deve-se tomar cuidado para não sair da trilha.

Trilha Praia da Justa - Puruba

Em alguns pontos temos capim navalha e também outro capim chamado de “raspa língua”, um tipo de capim que gruda no corpo e na roupa, e também é cortante. Em determinado ponto da trilha existe a necessidade do auxílio de corda e no final da trilha chegamos ao Rio Quiririm, que tem uma profundidade grande e exige travessia a nado ou de barco.

Trilha Praia da Justa - Puruba

Após o rio, temos um campo de futebol, e já estamos próximo da Praia da Puruba, bastando atravessar o Rio Puruba, este de baixa profundidade.

Trilha Praia da Justa - Puruba

O percurso Justa-Rio Quiririm é realizado em torno de 55 minutos e para esta trilha é recomendável a presença de um Guia Credenciado.

Importante:
Para realizar trilhas, siga algumas regras básicas: Preserve a natureza, não jogue lixo na trilha, não maltrate os animais, não entre em propriedades particulares, recolha seu lixo e dê o destino certo para ele, deixe apenas pegadas, evite fazer barulho, desfrute dos sons da natureza, cuidado para não causar incêndios na floresta, planeje bem sua caminhada e informe a alguém sobre seu passeio, proteja-se do sol, mosquitos, borrachudos e mantenha-se sempre na trilha.

Se a caminhada for extensa é indispensável alguns acessórios como um calçado confortável, calça comprida leve e macia, camiseta de manga comprida por conta do capim navalha, boné, mochila impermeável com repelente, protetor solar, máquina fotográfica, muda de roupa seca, capa de chuva, agasalho, apito, toalha, lanterna, além do lanche, água e barrinha de cereal por exemplo. Preste atenção as passadas, e desníveis causados por erosões, devido às chuvas, e a utilização de um “cajado” ajuda bastante a diminuir os impactos.

Também esteja alerta para a presença de cobras peçonhentas que são muito comuns na região da Mata Atlântica, as mais comuns são a jararaca, coral, jararacuçú e urutú-cruzeiro, e costumam ficar no meio da trilha e especialmente em lugares que bate sol.

Fazer trilhas acompanhado de um Guia Credenciado, é uma boa recomendação para garantir mais segurança e também aproveitar para conhecer a história do local.

Lembre-se: da natureza nada se tira, além de fotos e nada se leva, além de boas lembranças!!!