Projeto TAMAR

O projeto TAMAR (Projeto Tartaruga Marinha), foi criado em 1980 para proteger da extinção, as espécies de tartarugas que utilizam o litoral brasileiro, para se alimentar e se reproduzir. Protege cerca de 1.100 Km de praias, através de 19 bases de pesquisa.

TAMAR

Desde 1991, o TAMAR vem atuando em Ubatuba, e esta foi a primeira base instalada em área de alimentação no litoral brasileiro, desenvolvendo o programa de proteção das espécies, com atividades voltadas à educação ambiental, pesquisa científica e ações sociais e comunitárias, sempre envolvendo os moradores locais.

TAMAR Entrada

Existem no mundo, 7 espécies de tartarugas marinhas, as primeiras surgiram há cerca de 110 milhões de anos atrás e desde então, poucas foram as mudanças morfológicas significativas em relação as espécies atuais. Ubatuba é área de alimentação de quatro das cinco espécies que ocorrem no Brasil, apenas a Oliva é encontrada muito raramente nessa região. A Tartaruga-Verde (em estágio juvenil) é a mais abundante, com mais de 95% dos registros.

TAMAR - Tartaruja Albina

Como tradicional e antigo porto do litoral paulista, Ubatuba conta com uma frota pesqueira significativa, e por isso, elevada incidência de capturas incidentais na pesca, especialmente nas pescarias artesanais costeiras. As Tartarugas Verdes são as espécies que mais frequentemente, ficam presas nos cercos flutuantes, arte de pesca tradicional na região que mantém redes fixas, próximas aos costões rochosos, locais de pastoreio desta espécie.

As Capturas de Tartarugas Cabeçudas e de Pente, também já foram registradas em redes de arrasto de camarão. Já das redes de deriva, usadas em alto mar para pesca do cação, resultaram alguns registros de captura da Tartaruga de Couro, entretanto esta pesca não é mais praticada no município.

TAMAR

A base do TAMAR faz este monitoramento, da captura incidental de tartarugas marinhas nas redes de emalhe e nos cercos flutuantes. Equipes do Projeto atendem os chamados dos pescadores, para marcar e soltar os animais capturados, além de ensinar as técnicas para reanimar as tartarugas que estejam afogadas, presas na rede. Com a ajuda dos pescadores, comunidade e turistas, as tartarugas doentes, feridas e debilitadas que precisam de cuidados especiais são encaminhadas ao Centro de Reabilitação da base de Ubatuba, onde são tratadas, recuperadas e liberadas de volta ao mar.

Projeto TAMAR

A Base do TAMAR em Ubatuba, conta com um centro de visitação, onde estão expostas em tanques, exemplares vivos de quatro diferentes espécies de tartarugas marinhas, uma maquete representando a desova e nascimento de filhotes, painéis fotográficos, museu com peças naturais, auditório de exibição de vídeos, biblioteca para consulta, loja de “souvenirs”, lanchonete e ainda o Museu Caiçara.

Os visitantes são atendidos por monitores muito atenciosos que prestam informações sobre o TAMAR e as tartarugas marinhas, com certeza é uma “Cultura Ecológica sem Ecochatos.

A hora de servir o picolé para as tartarugas é uma das atrações do TAMAR. Basicamente o picolé é um bloco de gelo com algas e peixes, com o objetivo de instigar o comportamento do animal fazendo-o interagir com o alimento, e isto está comprovado que faz bem ao desenvolvimento da tartaruga.

http://www.tamar.org.br/base.php?cod=21
Rua Athanasio da Silva, 273, (12) 3832-6202 – Itaguá