Praia e Vila de Picinguaba

A Praia de Picinguaba está localizada a 40 Km do Centro de Ubatuba e 40 Km de Paraty, e o seu acesso é pela Rodovia Rio-Santos no Km 11, seguindo por uma estradinha estreita e sinuosa de 2,8 Km, de asfalto, até a praia, sempre rodeado pela Mata Atlântica e vista deslumbrante do mar.

Picinguaba

O local é uma vila de pescadores que oferece serviços de hotelaria e bar, além de abrigar casas de veraneio, sendo possível alugar baleeiras (pequenas embarcações) com os pescadores. É um excelente refúgio, um local para se comer bem e se deliciar com um visual maravilhoso dos barcos de pesca parados na enseada. A praia é muita calma, ideal para crianças, mergulho e pesca e um passeio em destaque é visitar a Ilha das Couves, com muitos barcos oferecendo o serviço.

O nome Picinguaba (refúgio de peixes em tupi-guarani) explica por si só a formação da Vila de Picinguaba, um ambiente rústico e que encanta quem procura simplicidade, tranquilidade, contato com a natureza e que é tombado pelo patrimônio histórico (Condephaat) desde 01/03/1983. Os moradores da Vila são praticamente pescadores, há algumas residências de veraneio e poucas pousadas, a principal delas, que tem o nome da praia, recebe muitos turistas estrangeiros.

Picinguaba

De frente para o mar ficam ancorados os barcos dos caiçaras, moradores que exploram a pesca artesanal, e que têm sido prejudicados por barcos industriais, com tecnologias modernas de sonar que detetam cardumes a grandes distâncias e com grande precisão, tornando as chances de um peixe escapar das redes mínimas, além de redes de quilômetros de extensão, suficientes para “fechar” a Baía de Picinguaba.

História/Lenda
Antigos moradores contam histórias fascinantes da visita do Lobisomem na Praia de Picinguaba.
“Certa vez uma mulher vestida de “baeta” (vestido vermelho), quando retornava da missa numa Sexta Feira da Paixão, lua cheia, cruzou com um cachorro enorme que mordeu um pedaço de seu vestido, Assustada, correu para casa, trancou-se e pôs-se a rezar, a espera de seu esposo. Quando o mesmo chegou, contou-lhe o ocorrido, e enquanto lhe fazia um cafuné, percebeu um pedaço de tecido vermelho entre seus dentes. Mais assustada ainda, a mulher assim que o dia amanheceu, não perdeu tempo e foi relatar ao padre, o acontecido, afirmando que seu marido era o lobisomem. O padre, mais que depressa, tomou as providências para desfazer o encanto, e o marido agradeceu-lhe por tê-lo libertado desta maldição.

Fonte de Informações: Livro Ubatuba: Espaço Memória Cultura – Juan Guillermo D. Droguett